sábado, 23 de março de 2013

Monoswezi "Ndinewe"

Atabaque Nzinga

Documentário musical sobre a Cultura Afro Brasileira, cuja estrutura narrativa se traduz por um jogo de búzios, onde nossa protagonista Ana (Taís Araújo) chega atraída pelo "chamado do tambor" em busca de seu auto- conhecimento e seu caminho. Pela estrada da percussão nas locações de Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro, Ana encontra diferentes ritmos, grupos musicais e coreográficos, experienciando sua integração na sociedade brasileira. O material filmado em Angola, África, onde no séc. XVII viveu e reinou a Rainha Nzinga, guerreira famosa, cujo nome serve de batismo à protagonista do filme, é uma referência e ilustra o passado da história do negro no Brasil.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

PM ordena abordagem de pardos e negros em Campinas


Correio Popular, Campinas, quinta-feira, 24 de janeiro de 2013




A Polícia Militar de Campinas determinou, em uma OS (Ordem de Serviço), de 21 de dezembro, que seus integrantes abordassem jovens negros e pardos, com idade entre 18 e 25 anos, na região do bairro Taquaral, uma das áreas mais nobres da cidade. Segundo a determinação, dirigida ao Comando Geral de Patrulhamento da região, pessoas que se enquadrem nessa categoria são consideradas suspeitas de praticar assaltos a casas na região e devem ser abordadas prioritariamente.



segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Obras do pintor afro-americano Kehinde Wiley











Jovens negros inspiram pintor americano Kehinde Wiley
FRANCISCO QUINTEIRO PIRES


Em suas pinturas a óleo, Kehinde Wiley associa a insolência do hip hop, cultura urbana transformada em indústria bilionária, à aristocracia da Idade Moderna.

Quando usa um vocabulário que reforça noções de prestígio, poder e heroísmo, ele se diz transgressor.

"Coloco a cultura afro-americana dentro dos limites tradicionais do retrato europeu para criar uma nova sensibilidade sobre raça e classe", disse à Folha.

O que era uma prática restrita à experiência nos Estados Unidos agora se globalizou. Na década passada, Wiley, 35, iniciou The World Stage, projeto sobre os negros de países como Israel, Nigéria, Índia, China e Brasil.

No próximo mês, o Contemporary Jewish Museum, de San Francisco, nos Estados Unidos, exibe a série com os judeus etíopes.

Negritude é, para Wiley, "uma estética nômade", criadora de uma linguagem internacional. "Notei semelhanças entre os bairros afro-americanos e as regiões urbanas carentes de outros países", diz.

"Existe uma ressonância óbvia entre a pobreza das favelas do Rio e a exclusão em South Los Angeles, onde cresci."

Wiley visitou o Brasil em 2008. Para fazer as 22 pinturas de jovens brasileiros adotou o mesmo método que o consagrou no início dos anos 2000, quando percorria as ruas do Harlem, em Nova York.

Wiley aborda ao acaso um desconhecido e lhe paga pelo menos US$ 100 (cerca de R$ 200), por hora, para fotografá-lo em poses clássicas. Sua técnica lembra a de Norman Rockwell (1894-1978). Ambos manipulam uma situação e a congelam em fotos antes de registrá-la na tela.

O resultado varia pouco. Um jovem que veste roupas de marca, retratado em cores vibrantes, à frente de um fundo adornado, parece saído de um quadro de Velázquez, Jacques-Louis David ou Hans Memling.


Kehinde Wiley           
"Alegoria a Lei do Ventre Livre" (2009), pintura de Kehinde Wiley


POP ART

Wiley rejeita a afirmação recorrente de que os seus trabalhos são comerciais ou um exemplo de pop art. "Eu não tento elevar tendências da cultura de massa a uma forma privilegiada, o que é por definição um dos atributos mais importantes da pop art."

Desde 2001 ele participou de mais de 50 exposições (ao menos 20 individuais).

Já fechou parcerias publicitárias com Puma e Givenchy. O Metropolitan Museum of Art, o Jewish Museum e o Brooklyn Museum, que programa uma retrospectiva em 2015, compraram suas obras. Recentemente, Wiley divulgou "An Economy of Grace", em que pela primeira vez retrata mulheres negras e responde à crítica de que seria misógino.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

A cor dos homicídios no Brasil - Mapa da violência


O estudo focaliza a incidência da questão racial na violência letal do Brasil, tomando como base os registros de mortalidade do Ministério da Saúde entre os anos de 202 e 2010.


Para ver o documento na íntegra clique aqui

Cresce a proporção de negros vítimas de assassinato no país


CRESCE A PROPORÇÃO DE NEGROS VÍTIMAS DE ASSASSINATO NO PAÍS
Entre 2002 e 2010, o número de negros mortos cresceu e o de brancos, teve queda

DE BRASÍLIA
Entre 2002 e 2010, o número de negros assassinados no país cresceu e o de brancos diminuiu, aumentando em 159% a diferença entre homicídios contra as duas raças.

Essa é uma das conclusões de estudo apresentado ontem pela Seppir (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), que lançou um plano para tentar diminuir o problema entre os jovens, os principais alvos do crime.

O estudo não arrisca explicação para o fenômeno, ocorrido na década em que a desigualdade de renda atingiu o menor patamar em 30 anos.

Em 2002, a diferença entre assassinatos contra brancos e contra negros era de 8.085. Em 2010, esse número chegou a 20.936 -daí os 159%. Entre o primeiro e o último ano, o número de homicídios no Brasil cresceu 7%.

Em 2002, foram mortas 26,9 mil pessoas que se declaravam pretas ou pardas. Em 2010, foram 34,9 mil, aumento de quase 30%. Em relação aos brancos, o caminho foi inverso: queda de mais de um quarto -18,8 mil para 14 mil.

No período, a população negra cresceu 22% e a branca, 0,5%. Tanto o autor do estudo, Julio Jacobo, quanto a Seppir consideram que o fato de a morte dos negros gerar menos mobilização social ajuda a explicar o fenômeno.

O estudo usa informações do Ministério da Saúde que, apesar de serem as únicas que usam o quesito cor de pele, são alvos de críticas. Elas tendem a subestimar o número de assassinatos. Principalmente porque muitas mortes resultantes de homicídios são lançadas no sistema como "intenção indeterminada".

Fonte: Jornal Folha de São Paulo, Sexta-feira, 30 de novembro de 2012, Cotidiano, C5

Atlântico Negro - Na Rota dos Orixás

sábado, 1 de dezembro de 2012

Dia Mundial de Combate à AIDS


Mulheres passam ao lado de laço vermelho esculpido na areia pelo artista Sudarshan Pattnaik, em Bhubaneswar, na Índia, na véspera do Dia Mundial de Combate à Aids, comemorado em 1º de dezembro

veja outras imagens do Dia Mundial de Combate à Aids em:

domingo, 25 de novembro de 2012

Pérolas Negras no Museu Afro Brasil








"Pérolas Negras", no Museu Afro Brasil (Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n, Parque do Ibirapuera, portão 10), fica em cartaz de 20/11/12 a 7/4/13 e pode ser visitada de terça a domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h). A mostra traz fotografias de Miro (Azemiro de Souza), fotógrafo de editorial de moda no Brasil. Mais informações: (11) 3320-8900 e www.museuafrobrasil.org.br.

Fonte: UOL - Exposições que entram em cartaz na capital paulista em novembro