terça-feira, 3 de julho de 2012

Fest’Afilm Montpellier


As inscrições para a 5ª edição do Fest’Afilm Montpellier foram prorrogadas do dia 02 para o dia 15 de julho. Esta pode ser uma oportunidade para seus filmes serem vistos por um público francês que tem uma quedinha pela nossa língua e nossa cultura lusófona ! Este ano além dos prêmios já conhecidos, teremos também o prêmio de Melhor Curta-Metragem Lusófono Instituto Camões. A ficha de inscrição e o regulamento estão disponíveis no site do Festival. www.wix.com/festafilm/2012 O Festival será realizado em Montpellier - França, entre os dias 29 de novembro e 2 de dezembro de 2012. Informações: festafilm.lusophonie@gmail.com

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Kora Brasil - Rede Jovem de cidadania

Kora Brasil. O encontro sonoro entre o instrumento de cordas de origem africana e a música afro-brasileira

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Dia da Umbanda em Campinas, lei municipal

LEI Nº 14.273 DE 22 DE MAIO DE 2012 

 ESTABELECE NO CALENDÁRIO OFICIAL DO MUNICÍPIO O "DIA DA UMBANDA - A RELIGIÃO DOS CABOCLOS, BAIANOS E PRETOS VELHOS" A SER COMEMORADO NO DIA 15 DE NOVEMBRO DE CADA ANO, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. 


 A Câmara Municipal aprovou e eu, Prefeito do Município de Campinas, sanciono e promulgo a seguinte lei: 

Art. 1º - Fica instituído no Município de Campinas o "Dia da Umbanda - A Religião dos Caboclos, Baianos e Pretos Velhos" a ser comemorado no dia 15 de novembro de cada ano, fazendo parte do calendário oficial do Município. 

Art. 2º - A organização das atividades do "Dia da Umbanda - A Religião dos Caboclos, Baianos e Pretos Velhos" ficará a cargo de uma "Comissão Organizadora" composta por grupos, entidades voltadas à temática da cultura, da arte, da religiosidade negra e de combate ao racismo, o preconceito e a discriminação racial. 

Art. 3º - O "Dia da Umbanda - A Religião dos Caboclos, Baianos e Pretos Velhos" deverá contar com atividades culturais, sociais e políticas voltadas à promoção do diálogo inter-religioso, o combate a discriminação religiosa, o racismo, o preconceito e a discriminação racial. 

Art. 4º - No "Dia da Umbanda - A Religião dos Caboclos, Baianos e Pretos Velhos", o Poder Público Municipal, através de sua Secretaria competente, desenvolverá atividades sobre a importância do diálogo inter-religioso, da luta contra a discriminação religiosa, da defesa dos direitos humanos, da luta contra o racismo, o preconceito e a discriminação racial. 

Art. 5º - O Município de Campinas poderá realizar convênios, parcerias, termos de cooperação com: empresas, entidades civis e órgãos não governamentais para viabilizar o "Dia da Umbanda - A Religião dos Caboclos, Baianos e Pretos Velhos". 

Art. 6º - As despesas decorrentes com a execução da presente Lei correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, suplementadas, se necessário. 

Art. 7º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. 

Campinas, 22 de maio de 2012 

PEDRO SERAFIM 
Prefeito Municipal 
AUTORIA: VER. SEBÁ TORRES 
 PROTOCOLADO Nº: 12/08/04424 

In: DOM, 23/05/2012


domingo, 20 de maio de 2012

Aruanda

“Aruanda” é um documentário produzido e dirigido por Linduarte Noronha, em 1960 e retrata o cotidiano de uma comunidade rural fundada por descendentes de escravos no interior da Paraíba. Com linguagem poética e cinematografia arrebatadora, o filme é considerado influente no inicio do movimento do Cinema Novo. No entanto a referencia principal é o cinema de Humberto Mauro e sua série de curtas documentais “Brasilianas”, onde a delicadeza do olhar e a simplicidade estética foram inspiração para Linduarte Noronha compor este belo retrato de sua terra que é “Aruanda”. Atenção para a hipnótica cena da confecção do pote de cerâmica.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Racismo e Antirracismo na educação básica do Rio de Janeiro


Seminário: Racismo e Antirracismo na educação básica do Rio de Janeiro.

Mesa de Debate:

15 horas
Profª. Mônica Lima - UFRJ
Direção do SEPE – RJ
Profª. Claudia Miranda - UNIRIO

Mediador: Prof. Augusto Lima – GPMC - UFF

17 horas
Profª. Nilma Lino Gomes - UFMG
Profª. Vera Maria Candau – PUC - RIO
Prof. Amaury Mendes Pereira - UEZO

Mediador: Prof. Ahyas Siss – PPGeduc – UFRRJ

Local: auditório 11 da UERJ
Data: 18 de Maio de 2012

19h e 30 min.
Lançamento dos seguintes livros:
Relações étnicorraciais na escola: desafios teóricos e práticas pedagógicas após a Lei 10.639.
Organizadores: Claudia Miranda (UNIRIO), Mônica Regina Ferreira Lins (UERJ) e Ricardo Cesar Rocha da Costa (IFRJ)
Ed. Quartet/FAPERJ, 2012.

Histórias da África e dos africanos na escola. Desafios políticos, epistemológicos e identitários para a formação dos professores de História.
Autor: Luiz Fernandes de Oliveira (UFRRJ)
Ed. Imperial Novo Milênio/FAPERJ, 2012.

Escola, Culturas e diferenças: experiências e desafios na educação básica.
Organizadores: Cristiane Gomes de Oliveira (UERJ), Luiz Fernandes de Oliveira (UFRRJ) e Maria Claudia de Oliveira Reis Ferraz (UERJ)
Ed. Imperial Novo Milênio, 2011.


Comissão Organizadora do Evento:
GRUPO DE PESQUISA EM POLÍTICAS PÚBLICAS, MOVIMENTOS SOCIAIS E CULTURAS. (GPMC)
PPGEduc - Programa de Pós-Graduação em Educação, “Contextos Contemporâneos e Demandas Populares” da UFRRJ.
Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação – SEPE.

Apoio
Ed. Quartet, ED Imperial Novo Milênio, FAPERJ, CAp - UERJ, UNIRIO, UFRRJ e UFF.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Brasil - Uma história inconveniente



Portugal, Brasil e diversas nações africanas foram responsáveis pela maior emigração forçada da história da humanidade.

Brazil: An Inconvenient History é um documentário dedicado ao passado colonial do Brasil, realizado em 2000 por Phil Grabsky, para a BBC/History Channel. Ganhou um Gold Remi Award no Houston International Film Festival em 2001.

A "história inconveniente do Brasil" é uma história inconveniente de Portugal até 1808 (invasões francesas e fuga da corte para o Brasil) e do Brasil até 1888 (abolição oficial da escravatura) e dos diversos reinos africanos (capturavam e vendiam escravos aos traficantes). Uma história inconveniente para todos (à excepção dos próprios escravos).

CONTEXTO HISTÓRICO: ESTIMATIVAS GROSSEIRAS:

40% dos escravos capturados não sobreviviam ao percurso no interior do continente africano (até ao litoral onde eram vendidos)
15% dos escravos embarcados não sobrevivia à travessia do Atlântico
40% de todos os escravos que sobreviviam à travessia do Atlântico eram destinados ao Brasil.
4% e todos os escravos iam para os EUA.

Vindos de Angola, chegaram ao Brasil 10 vezes mais escravos do que os destinados aos EUA.
Chegou uma época em que a metade da população brasileira era constituída por escravos.
O Brasil teve o maior comércio de escravos.
O Brasil foi o último país a abolir a escravidão, em 1888.

sexta-feira, 30 de março de 2012

África - Mapa sem escala para colorir



Aos professores e alunos que pretendem trabalhar com o continente africano, novo mapa da África para atividades em geral, incluindo o novo país recentemente criado, Sudão do Sul

quinta-feira, 29 de março de 2012

Seu Jorge em Campinas - dia 31 de março



Uma operadora de internet banda larga esta oferecendo ao povo de Campinas um espetáculo gratuito com Seu Jorge, Sábado, dia 31 de março, a partir das 19 horas, na Praça Arauto da Paz, uma ótima oportunidade para conferir a produção recente desse grande artista.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Jongo


Jongo

Dança afro-brasileira de motivação religiosa e caráter iniciático, dançada em roda por par solto ou por homens e mulheres indistintamente, ao som de tambores e chocalhos. Seus cânticos chamados “pontos”, como na umbanda, constroem-se sobre letras metafóricas de sentido enigmático ou em linguagem cifrada. Conhecida principalmente em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espirito Santo, e originária talvez da região de Benguela, na atual Angola, seu nome origina-se provavelmente, do umbundo onjongo, nome de uma dança dos Ovimbundos.

A dança: A dinâmica do desenvolvimento da dança em geral é a seguinte: preparada e acesa a fogueira no terreiro, chegam o responsável pela função e os instrumentos, que se posicionam quase sempre na direção da igreja ou da capela. Os dançantes, por sua vez, originam-se em roda, alternando-se homens e mulheres. O jongueiro-chefe tira o chapéu, ajoelha-se, faz o sinal-da-cruz, cavalga seu tambu, o tambor maior, e nele dá uns toques, secundando pelo tocador do tambor menor. Feito isso, cede lugar a outro tocador e, segurando o chapéu com a mão direita, olha para o céu, e em meio a absoluto silêncio, apenas entrecortado de “vivas”, saúda as almas, os santos padroeiros, as autoridades e o povo do lugar. Inicia-se a dança com a roda girando em sentido inverso ao horário; e os dançantes, em balancê de dois ou três passos simulando abraços, mas sem se tocar, viram-se à direita e à esquerda. Essa primeira dança. Essa primeira dança é o acompanhamento do ponto inicial, de louvação, cantado pelo jongueiro-chefe e respondido pelo coro. A seguinte, já menos solene acompanha um “ponto” de desafio, lançado para que o outro jongueiro o “desamarre”, e também respondido pelo coro dos dançantes. Encontrada a solução para o enigma musicalmente proposto, o decifrador vai até o tambu, dá-lhe uma pancada e grita “cachoeira!”. No chamado jongo carioca, mais movimentado e de coreografia mais rica, formada a roda, um jongueiro vai ao centro dançando e escolhe uma mulher e com ela dança, o par solto, com as aproximações e negaças de estilo. Quando o outro quer mostrar mais agilidade e virtuosismo, “corta-o”, colocando as mãos em suas costas e toma-lhe a dama. Na modalidade conhecida como jongo paulista, a roda, se forma normalmente, com homens e mulheres dançando em pares soltos.

Instrumentos: No jongo é, em geral usado o seguinte instrumental: tambores, em número de três ou quatro, puíta e guaiá. Os tambores recebem os nomes de tambu (o maior de todos), também chamado pai-toco, pai-joão, joão e guanazamba; candongueiro médio, igualmente conhecido como goana e angona ; e gunzunga, o menor de todos, igualmente chamado de cadete. Outros nomes regionais dos tambores do jongo são: caçununga, caxumba, maria, papai, angona, trovador, papai-velho e chibante, para maior; estrelinho para pequeno; e viajante para o médio. Em Iguape, SP, o instrumental compõe de dois atabaques, do “boi”, nome que lá recebe a puita; de cabaças recobertas com um traçado de taquara, chamadas quaxaquaios e de uma baqueta que é percutida no corpo de um dos atabaques.

Magia: Também conhecido como “danças das almas”, o jongo é sempre revestido de uma aura sobrenatural, e seus praticantes gozam de fama de mágicos e feiticeiros. A mitologia do jongo, que só deve ser dançado à noite, é repleto de casos de encantamentos e prodígios. A linguagem cifrada utilizada nos pontos de jongo, ao que se conta, muitas vezes possibilitou conspirações e atos de rebeldia de escravos e nos dias atuais serve para críticas, debiques e malícias veladas e só compreendidas pelos afeitos à linguagem jongueira.

in: LOPES, Nei. Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana, Selo Negro Edições, São Paulo, 2004. pp 365-366.



terça-feira, 20 de março de 2012

7ª Feijoada das Marias do Jongo





No domingo dia 18 de março, a Comunidade Jongo Dito Ribeiro, realizou a 7ª edição da Feijoada das Marias do Jongo, na Casa de Cultura Fazenda Roseira, no Jardim Ipaussurama, Campinas – SP, tivemos apresentações do DJ Barata, Leandro Marçal, Adilsinho Garcia, Aureluce Santos, Bambuzeiro e a Comunidade Jongo Dito Ribeiro, centenas de pessoas de Campinas, São Paulo, Sorocaba e outras cidades, prestigiaram a deliciosa feijoada e as apresentações culturais. Muito Samba, Samba-Rock e o tradicional Jongo proporcionaram uma tarde/noite de muita alegria e felicidade. Muita gente ligada a cultura Afro Campineira esteve presente. Nós, pela primeira vez, prestigiamos esse grandioso evento.

domingo, 11 de março de 2012

Poesia Africana de Língua Protuguesa



Os professores da rede pública estadual de ensino, de São Paulo, receberam dentro dos livros selecionados pela Leitura do Professor a obra Poesia Africana de Língua Portuguesa - Antologia, um grupo muito expressivo de poetas de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné Bissau e São Tomé e Príncipe estão presentes nesta publicação.

Poetas de fronteira, a encostarem o português aos idiomas africanos e, em alguns casos, a também neles se expressarem no dia a dia, aqui aparecem num só livro, mas separados pelo país de origem, a deixar claro que pertence a realidades diferentes – e são claras as distâncias que separam os de Moçambique dos de Angola e, mais ainda, estes, continentais, dos insulares, dos de Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, onde, como na Guiné Bissau, a língua portuguesa convive com seus crioulos. Todos viveram, porém, a comum experiência do império e quase todos puseram suas vontades na luta contra o colonialismo. Não se estranhe, por isso, que o idioma que foi de opressão e mando seja usado, em alguns deles, com remorso, mágoa e, aqui e ali, rancor e amargura. Mas é em português que expressam o que sentem – e o que sentem com intensidade de poetas

(trecho da introdução do livro por Alberto da Costa e Silva)


Crioulo

Há em ti a chama que arde com inquietação

E o lume íntimo, escondido, dos restolhos,

- que é calor que tem mais duração.

A terra onde nasceste deu-te a coragem e a resignação.

Deu-te a fome nas estiagens dolorosas.

Deu-te a dor para que, nela

Sofrendo fosses mais humano.

Deu-te a provar da sua taça o agridoce da compreensão,

E a humildade que nasce do desengano...

E deu-te esta esperança desenganada

Em cada um dos dias que virão

E esta alegria guardada

Para a manhã esperada

Em vão...

(Manuel Lopes – Cabo Verde)