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domingo, 10 de abril de 2011

Festa de Nossa Senhora do Rosário, Rugendas

Fête de Ste. Rosalie, Patrone dês Nègres” (Festa de Nossa Senhora do Rosário, Padroeira dos Negros) – Johann Moritz Rugendas – Da obra “Voyage Pittoresque au Brésil”. – “No mês de maio, os negros celebram a festa de Nossa Senhora do Rosário. É nesta ocasião que têm por costume eleger o Rei do Congo, o que acontece quando aquele que estava revestido dessa dignidade morreu durante o ano, quando um motivo qualquer o obrigou a demitir-se, ou ainda, o que ocorre às vezes, quando foi destronado pelos seus súditos. Permitem aos negros do Congo eleger um rei e uma rainha de sua nação, e essa escolha tanto pode recair num escravo como num negro livre. Este príncipe tem, sobre seus súditos, uma espécie de poder que os brancos ridicularizam e que se manifesta principalmente nas festas religiosas dos negros como, por exemplo, na de sua padroeira Nossa Senhora do Rosário…
… Às onze horas fui à igreja com o capelão e, não demorou muito, vimos chegar uma multidão de negros, ao som dos tambores. Homens e mulheres usavam vestimentas das mais vivas cores que haviam encontrado. Quando se aproximaram, distinguimos o Rei, a Rainha, o Ministro de Estado. Os primeiros usavam coroas de papelão, recobertas de papel dourado… As despesas da cerimônia deviam ser pagas pelos negros, por isso haviam colocado na igreja uma pequena mesa à qual estavam sentados o tesoureiro e outros membros da irmandade negra do Rosário, os quais recebiam os donativos dos assistentes dentro de uma espécie de cofre.”

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Festa de Nossa Senhora do Rosário, Rio de Janeiro, CA, Brasil. 1770



Fonte
Carlos Julião, Riscos Illuminados de figurinhos de broncos e negros dos Uzos do Rio de Janeiro e Serro Frio (Rio de Janeiro, 1960), chapa 35. As estampas usadas como placas neste livro estão alojados na Seção de Iconografia da Biblioteca Nacional do Brasil, a introdução histórica e catálogo descritivo foram escritos por Lygia da Foneseca Fernandes da Cunha. (Cópia na Biblioteca da Universidade de Tulane)

Comentários
Mostra elaborar estilos de roupas dos participantes escrava no festival, eles usam sapatos de salto alto com fivelas, colares e outras jóias. Duas das mulheres carregam bandejas de prata cheias de moedas que "implorou" dos espectadores. O grupo segue um pequeno garoto vestindo roupas coloridas adornados por penas, segurando um pedaço de madeira e um pequeno machado. Nasceu em ca Itália. 1740, Julião se juntou ao Exército Português e viajou extensamente no Império Português, por volta de 1760 e 1770 esteve no Brasil, onde morreu em 1811 ou 1814. Para uma análise detalhada e crítica dos dados Julião como representações da vida de escravos brasileiros, bem como um esboço biográfico de Julião e sugeriu datas para suas pinturas, ver Silvia Hunold Lara, Alfândegas e Figurinos: Carlos Julião ea Imagem de escravos negros no Late Brasil do século XVIII (Escravidão e da Abolição, vol. 23 [2002], pp 125-146).

http://hitchcock.itc.virginia.edu/Slavery/details.php?categorynum=12&categoryName=Music,%20Dance,%20and%20Recreational%20Activities&theRecord=26&recordCount=54