Equipe da EMEF Leonor Savi Chaib, acaba de publicar a segunda edição do Jornal Afro Leonor - 2022, trazendo um pouco das experiências desenvolvidas pela equipe escolar dentro de uma prática de respeito à diversidade e a cultura e história africana e afro-brasileira.
Para conferir o Afro Leonor na integra: clique aqui
Elenco: Cesar Mello, Pedro Guilherme, Ângelo Fernandes
Tempo: 80 minutos
A história de Luiz Gama, uma criança negra livre, filho de Luiza Mahim e de um pai branco português que acaba vendendo o filho como escravizado. No final da adolescência, Luiz conhece Antônio, um estudante de direito que lhe ensina ler e escrever, e também conquistar novamente a sua condição de homem livre. Luiz se torna um advogado, dedicado a defender escravizados na justiça.
O filme pode ser assistido por turmas do ciclo final do ensino fundamental, educação de jovens e adultos e ensino médio.
A EMEF Leonor Savi Chaib vem
unindo esforços entre seus educadores e educandos, no sentido de compreender os
diferentes problemas do mundo atual.
Na sua trajetória mais recente,
procuramos consolidar e ampliar em seu projeto político pedagógico a temática
da educação das relações étnico-raciais, da história e cultura africana e
afro-brasileira e da educação antirracista.
“AFRO LEONOR – Educação
Antirracista e Afro Educação” é uma publicação da EMEF Leonor Savi Chaib,
reunindo a maioria das iniciativas, práticas, ações, projetos, manifestações, e
eventos representativos no desenvolvimento da temática étnico-racial.
Esse ano a escola criou um GT –
Grupo de Estudos de Educação Antirracista, com a participação de educadores de
todos os segmentos da escola, promovendo a leitura, estudo e reflexão da obra
“Memorias da Plantação – episódios de racismo cotidiano”, da autora
afro-portuguesa Grada Kilomba, qualificando as referências teóricas dos
profissionais da escola.
A diversidade e pluralidade são
também algumas das características da nossa escola, com uma expressiva parcela
de alunos negros (pretos e pardos), indígenas, mestiços, migrantes e brancos. O
respeito ao direito de todos, os princípios de humanidade, igualdade e justiça,
o reconhecimento e a valorização da cultura e da democracia estão presentes em
nossas práticas pedagógicas.
O conteúdo dessa publicação
expressa um pouco dessas nossas intenções.
PARA ACESSAR A VERSÃO DO JORNAL EM PDF CLIQUE EM: AFRO LEONOR
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Coroação
de um Rei nos festejos de Reis - o Rei, vestido de negro, traz uma sobressaia
vermelha, empunha o cetro e tem à cabeça a coroa. Seu manto vermelho, recamado
de estrelas, é sustentado por um menino; para protegê-lo, um homem carrega um
grande guarda-sol bordado. Seis escravos, com roupagens coloridas e enfeitados
com penas, são vistos empunhando diversos instrumentos musicais e dançando. À
direita da cena, uma escrava embuçada e de turbante. Aquarela: colorida.
Coroação
de uma rainha negra na festa de Reis - A rainha vestida de brocado, ataviada de
joias, empunha o cetro e traz na cabeça a coroa. Seu manto vermelho, recamado
de estrelas, é sustentado por uma escrava; outra carrega um guarda-sol para
protegê-la. Mais cinco figuras de escravas, com roupagens coloridas e
enfeitadas de penas, são vistas empunhando diversos instrumentos musicais e
dançando. Aquarela colorida.
Fonte: RISCOS ILLUMINADOS
DE FIGURINHOS DE BRANCOS E NEGROS DOS UZOS DO RIO DE JANEIRO E SERRO DO FRIO - AQUARELAS
POR CARLOS JULIÃO. Biblioteca Nacional / MEC, Rio de Janeiro, 1960.
Carlos Julião
Aquarela
Carlo Juliani (Turim, Itália,
1740 - Rio de Janeiro?, 1811). Pintor, desenhista, engenheiro, militar.
O escravo que espera pacientemente o enchimento dos toneis de água porta uma Máscara de Flandrez,, duas negras de ganho conversam observadas pelo escravo.
Máscara de Flandres: máscara,
fabricada com folha de flandres - lâmina composta por uma liga metálica à base
de ferro que, mergulhada em estanho, lata – durante a escravidão os senhores de
escravos obrigavam alguns escravos utilizar esse instrumento de tortura, controle
e dominação. Tinham diferentes objetivos:impedir que os escravos ingerissem alimentos, bebidas ou terra, nas
áreas mineradoras impedia os escravos de engolir diamantes, serviam também para impedir o escravo de falar, ou seja, submetiam as pessoas ao silenciamento. Feitas de chapa de metal laminada, eram
trancadas com um cadeado atrás da cabeça, possuindo orifícios para os olhos e
nariz, mas impedindo totalmente o acesso à boca.
A escravidão permanecerá por muito tempo como a
característica nacional do Brasil.
Ela espalhou por nossas vastas solidões uma grande
suavidade;
seu contato foi a primeira forma que recebeu a
natureza virgem do país, e foi a que ele guardou;
ela povoou-o como se fosse uma religião natural e
viva, com os seus mitos, suas legendas, seus encantamentos;
insuflou-lhe sua alma infantil, suas tristezas sem
pesar, suas lágrimas sem amargor, seu silêncio sem concentração, suas alegrias
sem causa, sua felicidade sem dia seguinte...
É ela o suspiro indefinível que exalam ao luar as
nossas noites do norte