quinta-feira, 8 de abril de 2010

5º Prêmio Educar para Igualdade Racial - CEERT


Prêmio Educar para a Igualdade Racial



O Prêmio Educar para a Igualdade Racial: experiências de promoção da igualdade étnico-racial em ambiente escolar é reconhecido no âmbito do MEC como uma das principais ações realizadas pela sociedade civil de promoção da igualdade étnico-racial na educação. E também, como uma das principais ações – aqui incluindo as realizadas pelos governos – de implementação da Lei 10.639/03.

O prêmio é uma iniciativa da parceria CEERT e Grupo Santander Brasil, que está na sua 5ª edição. Tem por objetivo identificar, difundir, reconhecer e apoiar práticas pedagógicas e de gestão escolar, vinculadas a temática étnico-racial, na perspectiva da garantia de uma educação de qualidade para todas e todos e, mais especificamente, de combate ao racismo e de valorização da diversidade étnico-racial.

Ao longo dos últimos noves anos e de quatro edições, o Prêmio Educar para a Igualdade Racial constituiu um acervo de mais de 1000 práticas escolares, voltadas à educação das relações étnico-raciais. Desse acervo constam práticas desenvolvidas nas cinco regiões administrativas do país e em cada um dos 27 estados da federação.

O acervo reflete a diversidade étnico-racial existente no país, com práticas pedagógicas que tematizam África, africanos e afro-descendentes, povos e nações indígenas, ciganos, japoneses, populações quilombolas, população migrante. Reflete também a diversidade regional do semi-árido, com uma brilhante prática pedagógica que estudou a qualidade da água em uma comunidade quilombola. Outra, de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, preocupada em alfabetizar seus alunos na língua Tuyuka preservando a cultura do grupo.

Há também experiências urbanas como a de Diadema, na região metropolitana de São Paulo, em que a escola confeccionou uma mala denominada diversidade. Essa mala itinerante percorreu a casa de cada uma das crianças envolvidas na prática pedagógica, levando casa a casa, a diversidade da escola. E para a escola, a diversidade de cada lar.

Desde 2002, ano de sua primeira edição, o Educar para a Igualdade Racial, se constitui em um momento singular de congregação de educadores ávidos em trocar experiências e conhecimentos. Entrou na agenda das ações educativas do país e a cada dois anos é aguardado com entusiasmo por educadores das cinco regiões brasileiras.

De acordo com esses educadores a expectativa não é motivada apenas pelo prêmio oferecido, mas principalmente, pela oportunidade de tomar contato e apresentar para um público amplo de educadores e especialistas, as metodologias e os resultados de práticas escolares desenvolvidas.

Até a terceira edição (2006), o Educar para a Igualdade Racial destinava-se apenas para professores. A partir do quarto prêmio, o CEERT e o Grupo Santander Brasil inovam, instituindo nessa edição, a categoria escola.

Essa inovação veio em resposta a uma pesquisa realizada pela parceria, junto às escolas concorrentes ao prêmio, onde se diagnosticou o baixo índice de institucionalização das práticas pedagógicas nessas escolas.

Embora existisse o reconhecimento da contribuição dessas práticas para a melhora do desempenho escolar, para a menor evasão, para a melhora nas relações interpessoais dentro da escola, para a melhora na relação da escola com os pais, para a maior visibilidade dos professores e maior exposição positiva da escola em meios de comunicação e junto a secretarias de educação, além de outros resultados positivos, a pesquisa constatou haver uma descontinuidade no desenvolvimento das práticas pedagógicas na maior parte das pesquisadas.

Isso decorre da ampla dependência que as práticas têm dos educadores que as desenvolvem. E revela a situação de isolamento e individualidade que caracterizam essas práticas no interior das escolas.

Em outras palavras, a maioria das práticas desenvolvidas não foram incorporadas, aos projetos políticos pedagógicos das escolas, sobrevivendo exclusivamente da iniciativa individual do educador e não como um projeto escolar institucionalizado pela gestão.

Com vistas a estimular a institucionalização da prática pedagógica pela gestão escolar é que desde a quarta edição do Educar para a Igualdade Racial, no ano de 2008, passou a conferir prêmio também para a gestão com boas ações de implementação das diretrizes curriculares nacionais para educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana.

Além de um prêmio em dinheiro, o pacote da premiação inclui curso de formação e ainda um acompanhamento de até doze meses junto a duas escolas premiadas. O acompanhamento busca contribuir para o aprimoramento da institucionalização, e, aprender a difundir, o passo-a-passo de quem que faz bem em termos de implementação das diretrizes curriculares nacionais para a educação das relações étnico-raciais.

Os prêmios estão divididos em quatro modalidades: educação infantil, ensino fundamental anos iniciais, ensino fundamental anos finais e ensino médio. E em duas categorias, professor e escola. O prêmio é realizado bi-anualmente e só podem se inscrever práticas desenvolvidas até dois anos antes do ano de abertura do edital, sendo proibido concorrer práticas iniciadas ou que se iniciarão no ano de abertura.

O edital permanece aberto por um período aproximadamente de 60 dias. Nessa fase as práticas são inscritas por meio de uma ficha de inscrição disponível em papel e também on-line. Ao final desse período (60 dias) as práticas passam por uma triagem onde são verificadas se as condições de inscrições estabelecidas pelo edital foram cumpridas.

Após essa verificação as práticas são encaminhadas para pareceristas de reconhecida experiência nas áreas de educação e de relações étnico-raciais. São analisadas por pelo menos dois pareceristas distintos que emitem pareceres acompanhados de comentários e recomendações.

Nesta etapa são eleitas as práticas pedagógicas e de gestão finalistas, que serão encaminhadas para o júri final, responsável pela indicação das práticas premiadas.

Nesta 5ª edição, o Prêmio volta a ter abrangência nacional, destinando-se a professoras e professores, bem como à gestão escolar, nas modalidades educação infantil, ensino fundamental (anos iniciais e anos finais) e ensino médio.

Maiores informações e edital em:

http://www.ceert.org.br/

terça-feira, 30 de março de 2010

Portal com acervo digital da cultura negra brasileira


O site www.cultne.com.br, que se autointitula "o maior acervo digital de cultura negra brasileira". O portal disponibiliza imagens da luta do movimento negro por direitos iguais nos últimos 30 anos, e convida internautas a enviar vídeos e a interagir com os que estão na rede. São registros de momentos importantes para os movimentos sociais, como a visita ao Rio, em 1987, do arcebispo sul-africano Desmond Tutu, Nobel da Paz por sua luta contra o apartheid. Anos depois, Nelson Mandela, liberto da prisão, também veio à cidade, e visitou o Sambódromo.

As comemorações do centenário da abolição da escravatura, em maio de 1988, foram bem documentadas. E também os shows no Renascença Clube, na zona norte do Rio, reduto de black music, e do Jongo da Serrinha, grupo que preserva e divulga a herança cultural africana. As imagens, a maioria dos anos 80, são da produtora Enúgbarijo, aberta em 1981 com foco no movimento negro Como não havia internet, elas eram projetadas em centros comunitários.

"A partir de 82, a gente filmou praticamente tudo ligado ao movimento negro no Rio. A ideia era criar um sistema comunitário de informação para os que tinham apenas o que vinha dos meios de comunicação oficiais. O negro só aparecia no carnaval ou na página policial", lembra Vik Birkbeck, fundadora da Enúgbarijo, com Ras Adauto. Assim como a produtora Cor da Pele, de Filó Filho e Carlos Alberto Medeiros, aberta em 1982, a Enúgbarijo manteve sua coleção de fitas VHS, e agora oferece as imagens a pesquisadores, estudantes e ao público em geral.

"É a realização de um sonho. As pessoas desconhecem o que aconteceu num passado recente. Muitos jovens sul-africanos não sabem o que foi o apartheid. No Brasil, a memória mais forte que se tem dos negros é a da escravidão, e não de sua grande contribuição cultural", diz Vik. Cineasta inglesa, ela está no Brasil há 34 anos. Logo ao chegar, ficou impressionada com o racismo no País, que tinha a fama de ser "a maior democracia racial do mundo", e se engajou. Toda a programação do lançamento do site está em www.cultne.com.br.

Quilombolas, tradições e cultura da resistência


Quilombolas, Tradições e cultura da resistência, fotografia de André Cypriano, pesquisa de Rafael Sanzio Araújo dos Anjos, Mocambo Porto da Folha, Sergipe.

sábado, 20 de março de 2010

Trailer do besouro em inglês

Trailer do Besouro, o filme

Besouro, o Filme


Recôncavo baiano, 1924, passados quase quatro décadas da abolição da escravidão no Brasil, o povo negro trabalhador da produção de cana-de-açúcar continua sendo alvo do preconceito, racismo, discriminação, intolerância, violência, opressão e injustiça. A prática da capoeira e do candomblé é reprimida. Após a morte de Mestre Alípio, seu discípulo Besouro começa a luta contra os opressores. Besouro, o filme, imperdível.

Quando Manoel Henrique Pereira nasceu, não havia nem dez anos que o Brasil tinha sido o último país do mundo a libertar seus escravos.
Naqueles tempos pós-abolição nossos negros continuavam tão alijados da sociedade que muitos deles ainda se questionavam se a liberdade tinha sido, de fato, um bom negócio. Afinal, antes de 1888 eles não eram cidadãos, mas tinham comida e casa para morar. Após a abolição, criou-se um imenso contingente de brasileiros livres, porém desempregados e sem-teto.A maioria sem preparo para trabalhar em outros serviços além daqueles mesmos que já realizavam na época da escravatura. E quase todos ainda sem a plena consciência de sua cidadania. O resultado desse quadro, principalmente nas regiões rurais, onde estavam os engenhos de açúcar e plantações de café, foi o surgimento de um grande contingente de negros libertos que continuavam, mesmo anos após a abolição, submetendo-se aos abusos e desmandos perpetrados por fazendeiros e senhores de engenho.
Assim era sociedade rural brasileira de 1897, ano em que Manoel Henrique Pereira, filho dos ex-escravos João Grosso e Maria Haifa, nasceu na cidade de Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano.
Vinte anos depois, Manoel já era muito mais conhecido na cidade como Besouro Mangangá - ou Besouro Cordão de Ouro -, um jovem forte e corajoso, que não sabia ler nem escrever, mas que jogava capoeira como ninguém e não levava desaforo para casa.
Como quase todos os negros de Santo Amaro na época, vivia em função das fazendas da região, trabalhando na roça de cana dos engenhos. Mas, ao contrário da maioria, ele não tinha medo dos patrões. E foram justamente os atritos com seus empregadores - e posteriormente com a polícia - que deixaram Besouro conhecido e começaram a escrever a sua imortalidade na cultura negra brasileira.
Há poucos registros oficiais sobre sua trajetória, mas é de se supor que a postura pouco subserviente do capoeirista tenha sido interpretada pelas autoridades da época como uma verdadeira subversão. Não por acaso, constam nas histórias sobre ele episódios de brigas grandiosas com a polícia, nas quais ele sempre se saía melhor, mesmo quando enfrentava as balas de peito aberto. Relatos de fugas espetaculares, muitas vezes inexplicáveis, deram origem a seu principal apelido: Mangangá é uma denominação regional para um tipo de besouro que produz uma dolorosa ferroada. O capoeirista era, portanto, "aquele que batia e depois sumia". E sumia como? Voando, diziam as pessoas...
Histórias como essas, verdadeiras ou não, foram aos poucos construindo a fama de Besouro. Que se tornou um mito - e um símbolo da luta pelo reconhecimento da cultura negra no Brasil - nos anos que se sucederam à sua morte.

Morte que ocorreu, também, num episódio cercado de controvérsias. Sabe-se que ele foi esfaqueado, após uma briga com empregados de uma fazenda. Registros policiais de Santo Amaro indicam que ele foi vítima de uma emboscada preparada pelo filho de um fazendeiro, de quem era desafeto. Já a lenda reza que Besouro só morreu porque foi atingido por uma faca de ticum, madeira nobre e dura, tida no universo das religiões afro-brasileiras como a única capaz de matar um homem de "corpo fechado".

E Besouro, o mito, certamente era um desses.

sexta-feira, 19 de março de 2010

desenhos 1 B

Pequenas Produções do 1 B


mais alguns desenhos

Pequenas produções sobre o filme Guerra do Fogo



Alguns alunos começaram entregar a resolução da avaliação sobre o filme, é um trabalho sobre a percepção de cada um sobre a produção cinematografica, tem vários aspectos para serem analisados, juntamente com uma produção "artística" sobre o filme, foi o caso da Taynara, os Josés Macedo e Roberto, Rafael e o Sérgio do 1 D, Arthur e o Alisson, Bruna Mirela e a Chintia, Agatha e o pedro do 1 B

Trailer do guerra do fogo

Guerra do Fogo


Nos primeiros anos do ensino médio começamos o ano discutindo um pouco sobre a temática da pré-história, um dos materiais utilizados foi o filme A Guerra do Fogo, algumas informações básicas sobre o filme:

La Guerre du Feu (A Guerra do Fogo) é um filme de 1981 feito na França e no Canadá,com locações na Escócia, Islandia, Quênia e Canadá. A direção é de Jean-Jacques Annaud. Anthony Burgess e Desmond Morris foram responsáveis pela linguagem especial que foi criada para o filme que conta uma história de período anterior ao uso da língua de maneira universal, tendo a linguagem corporal um forte apelo, juntamente com outros elementos que renderam a produção dez prêmios, sendo um deles o Oscar, além de sete outras indicações nos anos de 1982 e 1983

O filme retrata um período na pré-história e dois grupos de hominídeos. O primeiro, que quase não se diferencia dos macacos por não ter fala e se comunicar através de gestos e grunhidos, é pouco evoluído e acha que o fogo é algo sobrenatural por não dominarem ainda a técnica de produzi-lo; o outro grupo é mais evoluído e tem uma comunicação e hábitos mais complexos, como a habilidade de fazer o fogo. Esses dois grupos entram em contato quando o fogo da primeira tribo é apagado em uma guerra com uma tribo hominídeos mais primitivos, que disputam pela posse do fogo e do território. Noah, Gaw e Amoukar (membros do primeiro grupo) são destacados então para uma jornada para trazer uma nova chama acesa para a tribo. Nesse caminho deparam -se com um grupo de canibais, e resgatam de lá Ika, uma mulher pertecente ao grupo mais evoluído. Do contanto com essa mulher, os três caçadores do fogo aprendem muitas coisas novas, já que ela domina um idioma muito mais elaborado que o deles, assim como domina também a técnica de produção do fogo. Levados por diversas circunstâncias a um encontro com a tribo de Ika, percebem que há uma maneira diferente de viver; observam as diferentes formas de linguagem, o sorriso, a construções de cabanas, pintura corporais, o uso de novas ferramentas, e mesmo um modo diferente de reprodução.

CURIOSIDADES
- Baseado no livro de J. H. Rosny

PRÊMIOS
- Vencedor dos prêmios Cesar de Melhor Filme e Direção (1981) - Oscar de Melhor Maquiagem

FICHA TÉCNICA
Diretor: Jean-Jacques Annaud
Elenco: Everett McGill, Rae Dayn Chong, Ron Perlman, Nameer El-Kadi, Gary Schwartz, Kurt Schiegl, Frank Olivier Bonnet, Brian Gill.
Produção: Michael Gruskoff, Denis Heroux, John Kemeny
Roteiro: Gérard Brach
Fotografia: Claude Agostini
Trilha Sonora: Philippe Sarde
Duração: 97 min.
Ano: 1981
País: França/ Canadá
Gênero: Aventura
Cor: Colorido