sábado, 17 de fevereiro de 2018

Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão?




Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão?
Samba Enredo Carnaval 2018
G.R.E.S Paraíso do Tuiuti

Não sou escravo de nenhum senhor
Meu Paraíso é meu bastião
Meu Tuiuti, o quilombo da favela
É sentinela na libertação

Irmão de olho claro ou da Guiné
Qual será o seu valor? Pobre artigo de mercado
Senhor, eu não tenho a sua fé, e nem tenho a sua cor
Tenho sangue avermelhado
O mesmo que escorre da ferida
Mostra que a vida se lamenta por nós dois
Mas falta em seu peito um coração
Ao me dar a escravidão e um prato de feijão com arroz

Eu fui mandiga, cambinda, haussá
Fui um Rei Egbá preso na corrente
Sofri nos braços de um capataz
Morri nos canaviais onde se plantava gente

Ê, Calunga, ê! Ê, Calunga!
Preto Velho me contou, Preto Velho me contou
Onde mora a Senhora Liberdade
Não tem ferro nem feitor

Ê, Calunga
Preto Velho me contou
Onde mora a Senhora Liberdade
Não tem ferro nem feitor

Amparo do Rosário ao negro Benedito
Um grito feito pele do tambor
Deu no noticiário, com lágrimas escrito
Um rito, uma luta, um homem de cor

E assim, quando a lei foi assinada
Uma lua atordoada assistiu fogos no céu
Áurea feito o ouro da bandeira
Fui rezar na cachoeira contra a bondade cruel

Meu Deus! Meu Deus!
Se eu chorar, não leve a mal
Pela luz do candeeiro
Liberte o cativeiro social

Meu Deus! Meu Deus!
Se eu chorar, não leve a mal
Pela luz do candeeiro
Liberte o cativeiro social

Povo Guerreiro - Criolo




POVO GUERREIRO
Criolo

Povo guerreiro... Bate tambor
Comemora a liberdade
Mas a igualdade não chegou

Nossos ancestrais Lutaram pela liberdade
Contra tudo e contra todos
O negro nunca foi covarde
Fugiu das senzalas
Refugiou-se nos quilombos
Conquistou a liberdade
Mas em busca da igualdade
Ainda sofre alguns tombos

Povo guerreiro... Bate tambor
Comemora a liberdade
Mas a igualdade não chegou

No pós liberdade
O negro foi marginalizado
Teve a alma aprisionada
Com as algemas da desigualdade
Hoje refugiado em favelas
Onde a vida tem suas mazelas
Combate a miséria, o preconceito e a adversidade
A igualdade e o respeito
Mais do que anseios
Também são necessidades

Povo guerreiro... Bate tambor
Comemora a liberdade
Mas a igualdade não chegou



quinta-feira, 8 de junho de 2017

Njinga a Mbande, Rainha do Ndongo e do Matamba


Série da UNESCO, Mulheres na História da África

Njinga a Mbande (1581-1663), rainha do Ndongo e do Matamba, marcou a História de Angola do século XVII. Diplomata engenhosa, negociadora hábil, e temível estratega, Njinga opõe forte resistência aos projetos coloniais portugueses até à sua morte em 1663.

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terça-feira, 20 de setembro de 2016

Canções de Liberdade e Segregação Racial e Escravidão Moderna




"ESCRAVIDÃO NA AMÉRICA" ​​CANÇÕES DE REDENÇÃO 1914-1972


Canções de trabalho, ritual e música festiva... os sons escravidão e ritmos afros deixaram uma marca considerável na música popular americana.  Em uma de 44 páginas ensaio crítico de Bruno Blum aqui Especificações gravações inspirados por esse legado, ao lado de apresentações de música compostas nos dias de escravidão. Ele mostra suas influências do Congo para o Caribe e do Brasil para os EUA.  A intensidade destas gravações magníficas,  a partir de canções de esperança para a abolição da escravidão, até o movimento dos Direitos Civis e o florescimento do free jazz, é um testemunho de resiliência humana. Os títulos incluídos aqui contam o curso de um grande evento cultural sócio em nossa história. - Patrick Frémeaux "Esta coleção abrange uma vasta gama de música" para o Blues & Rhythm. Este são os temas do  conjunto triplo de CDs de Frémeaux, ao longo das linhas da sua "África na América" ​​e "Voodoo na América" ​​releases. Ele foi produzido em colaboração com o Museu do Quai Branly, em Paris, um museu designado como "um ponto de encontro para as culturas do mundo". Com três CDs intitulados, respectivamente, "A Escravidão: Canções de Liberdade e Segregação Racial e Escravidão Moderna", esta coleção abrange uma vasta gama de música, compreendendo material do continente Africano através do Caribe (e para uma faixa, Brasil) e para os Estados Unidos. Estilisticamente, abrange gravações de campo da África Ocidental, Jamaica, Haiti, e os EUA. No Novo Mundo trabalhando canções, calipso, spirituals, gospel, blues, rhythm & blues, Carnaval de Nova Orleans, rock'n'roll, ska, soul e jazz de Duke Ellington ao politicamente comprometida free-jazz da década de 1960.