segunda-feira, 4 de junho de 2018

Carolina Maria de Jesus cantando suas composições




Carolina Maria de Jesus - "Quarto de despejo - Carolina Maria de Jesus cantando suas composições" [1961]






O Pobre e o Rico
Carolina Maria de Jesus
 
Ohhh, ohhh, ohhh

(É triste a condição do pobre na terra)
É triste a condição do pobre na terra

Rico quer guerra
Pobre vai na guerra
Rico quer paz
Pobre vive em paz

Rico vai na frente
Pobre vai atrás
Rico vai na frente
Pobre vai atrás

Rico faz guerra, pobre não sabe por que (2x)
Pobre vai na guerra tem que morrer (2x)

Pobre só pensa no arroz e no feijão
Pobre só pensa no arroz e no feijão

Pobre não envolve nos negócio da nação
Pobre não tem nada com a desorganização
Pobre e rico vence a batalha
na sua pátria rico ganha medalha
o seu nome percorre o espaço
Pobre não ganha nem uma divisa no braço
Pobre não ganha nem uma divisa no braço

Pobre e rico são feridos
porque a guerra é uma coisa brutal
Só que o pobre nunca é promovido
Rico chega a Marechal
Rico chega a Marechal

Ohhhh Ohhh Ohhh



terça-feira, 29 de maio de 2018

sábado, 26 de maio de 2018

Video Aula sobre o Império do Mali


Interessante vídeo-aula do professor Cristiano, sobre o antigo  Império do Mali (século XIII, XIV e XV). Um material para os conteúdos de História, especialmente, para o programa do 7° Ano, do ensino fundamental.


sábado, 17 de fevereiro de 2018

Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão?




Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão?
Samba Enredo Carnaval 2018
G.R.E.S Paraíso do Tuiuti

Não sou escravo de nenhum senhor
Meu Paraíso é meu bastião
Meu Tuiuti, o quilombo da favela
É sentinela na libertação

Irmão de olho claro ou da Guiné
Qual será o seu valor? Pobre artigo de mercado
Senhor, eu não tenho a sua fé, e nem tenho a sua cor
Tenho sangue avermelhado
O mesmo que escorre da ferida
Mostra que a vida se lamenta por nós dois
Mas falta em seu peito um coração
Ao me dar a escravidão e um prato de feijão com arroz

Eu fui mandiga, cambinda, haussá
Fui um Rei Egbá preso na corrente
Sofri nos braços de um capataz
Morri nos canaviais onde se plantava gente

Ê, Calunga, ê! Ê, Calunga!
Preto Velho me contou, Preto Velho me contou
Onde mora a Senhora Liberdade
Não tem ferro nem feitor

Ê, Calunga
Preto Velho me contou
Onde mora a Senhora Liberdade
Não tem ferro nem feitor

Amparo do Rosário ao negro Benedito
Um grito feito pele do tambor
Deu no noticiário, com lágrimas escrito
Um rito, uma luta, um homem de cor

E assim, quando a lei foi assinada
Uma lua atordoada assistiu fogos no céu
Áurea feito o ouro da bandeira
Fui rezar na cachoeira contra a bondade cruel

Meu Deus! Meu Deus!
Se eu chorar, não leve a mal
Pela luz do candeeiro
Liberte o cativeiro social

Meu Deus! Meu Deus!
Se eu chorar, não leve a mal
Pela luz do candeeiro
Liberte o cativeiro social

Povo Guerreiro - Criolo




POVO GUERREIRO
Criolo

Povo guerreiro... Bate tambor
Comemora a liberdade
Mas a igualdade não chegou

Nossos ancestrais Lutaram pela liberdade
Contra tudo e contra todos
O negro nunca foi covarde
Fugiu das senzalas
Refugiou-se nos quilombos
Conquistou a liberdade
Mas em busca da igualdade
Ainda sofre alguns tombos

Povo guerreiro... Bate tambor
Comemora a liberdade
Mas a igualdade não chegou

No pós liberdade
O negro foi marginalizado
Teve a alma aprisionada
Com as algemas da desigualdade
Hoje refugiado em favelas
Onde a vida tem suas mazelas
Combate a miséria, o preconceito e a adversidade
A igualdade e o respeito
Mais do que anseios
Também são necessidades

Povo guerreiro... Bate tambor
Comemora a liberdade
Mas a igualdade não chegou