sábado, 6 de abril de 2013

Estátua de Iemanjá na Paraíba decapitada


"Decapitação" de estátua de Iemanjá causa revolta na Paraíba

 REYNALDO TUROLLO JR.
DE SÃO PAULO

Para autoridades paraibanas, não passou de vandalismo. Militantes dos direitos humanos e do movimento negro dizem que foi um ato de intolerância religiosa.
O fato é que a estátua de Iemanjá que fica na praça de mesmo nome na praia turística do Cabo Branco, em João Pessoa, amanheceu "decapitada" no início da semana.
A cabeça foi colocada no chão, ao lado da imagem de concreto, que tem cerca de 2,5 metros e quase 20 anos. "Foi intolerância. Estamos tristes e indignados. Por que decapitar e deixar a cabeça certinha no chão?", diz mãe Renilda, presidente da federação de cultos afro-brasileiros da Paraíba.
O episódio levou o Conselho Estadual dos Direitos Humanos, presidido por um padre, a publicar nota de repúdio contra o "desrespeito à diversidade religiosa".
Para amanhã, está marcado um ato em frente à estátua, às 9h, por respeito às religiões e mais segurança.
"Não quero acreditar que tenha sido por intolerância. Não temos nada que prove isso ainda", afirma Fernando Milanez Neto, chefe da Coordenadoria do Patrimônio Cultural da prefeitura. Ele diz que a estátua foi consertada

fonte: UOL

sábado, 23 de março de 2013

Monoswezi "Ndinewe"

Atabaque Nzinga

Documentário musical sobre a Cultura Afro Brasileira, cuja estrutura narrativa se traduz por um jogo de búzios, onde nossa protagonista Ana (Taís Araújo) chega atraída pelo "chamado do tambor" em busca de seu auto- conhecimento e seu caminho. Pela estrada da percussão nas locações de Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro, Ana encontra diferentes ritmos, grupos musicais e coreográficos, experienciando sua integração na sociedade brasileira. O material filmado em Angola, África, onde no séc. XVII viveu e reinou a Rainha Nzinga, guerreira famosa, cujo nome serve de batismo à protagonista do filme, é uma referência e ilustra o passado da história do negro no Brasil.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

PM ordena abordagem de pardos e negros em Campinas


Correio Popular, Campinas, quinta-feira, 24 de janeiro de 2013




A Polícia Militar de Campinas determinou, em uma OS (Ordem de Serviço), de 21 de dezembro, que seus integrantes abordassem jovens negros e pardos, com idade entre 18 e 25 anos, na região do bairro Taquaral, uma das áreas mais nobres da cidade. Segundo a determinação, dirigida ao Comando Geral de Patrulhamento da região, pessoas que se enquadrem nessa categoria são consideradas suspeitas de praticar assaltos a casas na região e devem ser abordadas prioritariamente.



segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Obras do pintor afro-americano Kehinde Wiley











Jovens negros inspiram pintor americano Kehinde Wiley
FRANCISCO QUINTEIRO PIRES


Em suas pinturas a óleo, Kehinde Wiley associa a insolência do hip hop, cultura urbana transformada em indústria bilionária, à aristocracia da Idade Moderna.

Quando usa um vocabulário que reforça noções de prestígio, poder e heroísmo, ele se diz transgressor.

"Coloco a cultura afro-americana dentro dos limites tradicionais do retrato europeu para criar uma nova sensibilidade sobre raça e classe", disse à Folha.

O que era uma prática restrita à experiência nos Estados Unidos agora se globalizou. Na década passada, Wiley, 35, iniciou The World Stage, projeto sobre os negros de países como Israel, Nigéria, Índia, China e Brasil.

No próximo mês, o Contemporary Jewish Museum, de San Francisco, nos Estados Unidos, exibe a série com os judeus etíopes.

Negritude é, para Wiley, "uma estética nômade", criadora de uma linguagem internacional. "Notei semelhanças entre os bairros afro-americanos e as regiões urbanas carentes de outros países", diz.

"Existe uma ressonância óbvia entre a pobreza das favelas do Rio e a exclusão em South Los Angeles, onde cresci."

Wiley visitou o Brasil em 2008. Para fazer as 22 pinturas de jovens brasileiros adotou o mesmo método que o consagrou no início dos anos 2000, quando percorria as ruas do Harlem, em Nova York.

Wiley aborda ao acaso um desconhecido e lhe paga pelo menos US$ 100 (cerca de R$ 200), por hora, para fotografá-lo em poses clássicas. Sua técnica lembra a de Norman Rockwell (1894-1978). Ambos manipulam uma situação e a congelam em fotos antes de registrá-la na tela.

O resultado varia pouco. Um jovem que veste roupas de marca, retratado em cores vibrantes, à frente de um fundo adornado, parece saído de um quadro de Velázquez, Jacques-Louis David ou Hans Memling.


Kehinde Wiley           
"Alegoria a Lei do Ventre Livre" (2009), pintura de Kehinde Wiley


POP ART

Wiley rejeita a afirmação recorrente de que os seus trabalhos são comerciais ou um exemplo de pop art. "Eu não tento elevar tendências da cultura de massa a uma forma privilegiada, o que é por definição um dos atributos mais importantes da pop art."

Desde 2001 ele participou de mais de 50 exposições (ao menos 20 individuais).

Já fechou parcerias publicitárias com Puma e Givenchy. O Metropolitan Museum of Art, o Jewish Museum e o Brooklyn Museum, que programa uma retrospectiva em 2015, compraram suas obras. Recentemente, Wiley divulgou "An Economy of Grace", em que pela primeira vez retrata mulheres negras e responde à crítica de que seria misógino.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

A cor dos homicídios no Brasil - Mapa da violência


O estudo focaliza a incidência da questão racial na violência letal do Brasil, tomando como base os registros de mortalidade do Ministério da Saúde entre os anos de 202 e 2010.


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